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sexta-feira, 5 de março de 2010

Acontecimentos no ano de 1897



  • Março,18-Criação de Escolas normais
A formação de professores do ensino secundário, apenas em 1901 se iniciou em Portugal, no entanto, as primeiras tentativas para a formação de professores primários datam de 1816

Em 1823 volta a instituir-se uma nova escola de ensino normal, segundo o método do ensino mútuo, destinada apenas para o sexo masculino. O principal introdutor do método e o primeiro director da escola foi João José le Coq.

Em 1839 abriu a escola normal de Lisboa, num improvisado edifício no Desterro. e também foi criada neste ano a escola normal de Coimbra.

O certo é que após muitos problemas em 1896 as escolas normais estavam praticamente reduzidas a 4, duas em Lisboa e duas no Porto.

Os sucessivos governos monárquicos acusados pelos republicanos e anarquistas de serem incapazes de resolver o problema do analfabetismo em Portugal, iniciam então uma fase de grandes investimentos no ensino primário.

Neste ano são criadas escolas normais em Vila Real, Évora, Bragança e Coimbra (duas escolas). O curso normal passa a ter dois anos de duração. No ano de 1897 são criadas mais 6 escolas normais (Braga, Viana do Castelo, Viseu, Guarda e Castelo Branco

  • Maio,2- Eleições para a Câmara dos deputados
Ampla vitória dos progressistas, sob o governo de José Luciano.

Republicanos abstêm-se: até que uma lei regularmente votada em Cortes, dê, pelo menos, as garantias já conquistadas em 1884


Todos os eleitos por Lisboa são progressistas.

(cf. Adelino Maltêz)

  • Julho,8. Comemorações do 4ºcentenário da partida de Vasco da Gama pa5a a Índia
Coincidindo com a inauguração das novas instalações da Sociedade de Geografia nas Portas de Santo Antão em Lisboa (ver foto), comemorou-se esta data

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Inaugurada na Escola Politécnica a Exposição Oceanográfica de D. Carlos.

  • Abril,12-Inaugurada na Escola Politécnica a Exposição Oceanográfica de D. Carlos.
D.Carlos assumiu claramente que o objectivo as suas pesquisas oceanográficas se destinavam exclusivamente a servir a industria da pesca. "

por um estudo metódico da distribuição e das épocas de passagem das diferentes espécies nas nossas águas melhores resultados pudessem ser obtidos", disse ele .

Começou as suas investigações em Setembro de 1896, ao largo de Cascais, no primeiro iate Amélia, um barco de 34 metros de comprimento, pouco satisfatório para a navegação no mar alto.

Foi com o objectivo por esse género de trabalhos que expôs as suas colecções de fauna marinha ela primeira vez na Escola Politécnica, mas que viria a repetir em anos seguintes.



sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Novo governo Progressista

Pelo facto de D.Carlos não ter sancionado uma proposta de nomeação de novos pares do reino, levam o governo de Hintze Ribeiro a pedir a demissão.

Significava o fim de quatro anos de governo regenerador e o regresso do Partido Progressista ao poder, tomando posse pela mão do seu líder José Luciano de Castro, que tomou posse no dia 7 de Fevereiro de 1897.

Teoricamente , será a oportunidade para a subida ao poder da coligação liberal que existia desde 1895 entre os Progressistas e os Republicanos. A verdade é que a propaganda republicana reclamaria que as promessas de abertura feitas no tempo da coligação não estariam a ser cumpridas.

José Luciano de Castro forma um governo composto por velhos Progressistas, quase todos já antigos ministros. O rei concedeu-lhe poderes para dissolver a Câmara dos Deputados e fazer eleger uma nova maioria.

Governo de José Luciano. Até 26 de Junho de 1900 Presidente acumula o reino. numa primeira fase:
Veiga Beirão na Justiça
Frederico Ressano Garcia, na fazenda
Barros Gomes na marinha e ultramar
Augusto José da Cunha, antigo mestre de D. Carlos e director da Casa da Moeda, nas obras públicas.
General Francisco Maria Dias da Cunha, antigo governador da índia e de Moçambique, na guerra.
Matias de Carvalho e Vasconcelos nos estrangeiros

(retirado de http://maltez.info/respublica/Cepp/anuario/secxix/ano1897.htm)


Sobretudo e o mais importante foi a autorização para destruir a legislação que havia sido criada pelo Regeneradores, restaurado o que havia sido abolido e abolido o que tinha sido criado de novo.

domingo, 19 de agosto de 2007

Internacional Socialista-Londres (1897)

No ano seguinte à morte de Engels realizou-se em Londres um congresso da Internacional Socialista, que vem consolidar por proposta de Liebknecht a expulsão dos anarquistas das fileiras daquela organização, consolidando o marxismo como principal força política no interior do movimento operário europeu.

Esta resolução acentua o que se vinha esboçando desde o Congresso de Zurique, realizado 3 anos antes e que havia determinado a táctica que exigisse aos seus aderentes uma posição mais clara diante da luta política, inclusive parlamentar que ia radicalmente contra os princípios dos anarquistas.

Nesse congresso disseram claramente que é necessário conquistar os poderes públicos para legislar e administrar a nova sociedade.

Resolução que excluía da Internacional as organizações que não fossem partidárias da acção política visando à conquista do poder político pelo proletariado.

Também ali é reconhecido o direito das nações à auto determinação, criticando os sociais-democrata das grandes potencias colonizadoras, que não defendam esse direito das colónias oprimidas pelos seus países.

Azedo Gneco representou o partido Socialista neste congresso de Londres. Genco era um operário e foi secretário geral do Partido Socialista em substituição de José Fontana. Não aderiu inteiramente às teses deste congresso, recusando aceitar que o problema da classe operária passasse pela substituição da Monarquia pela República, nem aderindo às teses marxistas.
Apenas no que à auto determinação das colónias era mais flexível preconizando algumas "melhorias" na situação dos povos coloniais.

Em 1897 haverá uma cisão dentro do Partido Socialista, quando Ernesto Silva e Teodoro Ribeiro pretenderam uma aliança com o Partido Republicano, tendo surgido uma aliança republicano-socialista.