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domingo, 6 de dezembro de 2009

O dirigente republicano Elias Garcia morre


Elias Garcia, político, jornalista, professor, coronel de engenharia e grão mestre da Maçonaria, desempenhou um papel fundamental na divulgação e luta pelos ideais liberais e republicanos, fundando e colaborando em diversos jornais republicanos como "O Trabalho", "O Jornal de Lisboa" e "Democracia Portuguesa" onde, pela primeira vez, foi publicado o primeiro programa republicano.

Presidente e vereador da Câmara Municipal de Lisboa, entre outros contributos importantes na área do ensino, instituiu o ensino da ginástica e de canto coral nas escolas e criou as bibliotecas populares.

Não menos importante foi o seu papel na maçonaria portuguesa, de que foi grão-mestre, tendo contribuído para a fusão das corporações maçónicas portuguesas e para a clarificação do seu papel na sociedade portuguesa.

José Elias Garcia morreu , com 60 anos de idade, pobre, tendo sacrificado todo o seu dinheiro em defesa dos seus ideais, quer ajudando o partido republicano, quer financiando o "Democracia Portuguesa", jornal por ele fundado e que muito acarinhou, tendo constituído um espaço privilegiado de divulgação dos ideais republicanos e democráticos

Acontecimento do ano de 1891(II)

* Janeiro, 5-José Elias Garcia é afastado do directório no congresso do Partido Republicano.

Membro fundador deste partido, esteve presente no jantar realizado no Hotel dos Embaixadores, em Lisboa, que marcou o início do Partido Republicano, representando a ala mais moderada, foi presidente desse partido entre 1883 e 1891. Não sendo naturalmente os tempos conturbados do Ultimato, favoráveis a posições mais moderadas
  • Janeiro, 10 - João de Azevedo Coutinho regressa de África,
sendo vitoriado em especial por estudantes radicais.Tratando-se dum militar, era importante para a causa oposicionista republicana, encontrar um caudilho militar que conduzisse uma viragem política. Nunca o conseguiram, porque duma maneira geral os "heróis africanos", sempre se mantiveram fiéis ao regime.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

31 de Janeiro-as repercussões

As repercussões da revolta do 31 de Janeiro, foram à portuguesa, nada aconteceu de verdadeiramente significativo, toda a gente procurou diminuir a importância do acontecimento.

O governo a negociar um grande empréstimo externo, (como viria a acontecer, por financeiros franceses, alemães e portugueses, em troca do monopólio do tabaco), não lhe interessava transmitir a ideia dum país instável.

O directório do partido republicano apressou-se a condenar o golpe, como irresponsável. A maçonaria irradiou Alves da Veiga, o general Correia da Silva, que se oferecera para chefiar o movimento, mas que afinal pecou por ausência, foi punido com um mês de detenção.

Em Elias Garcia que fornecera os "fósforos", para atear a conspiração, ninguém tocou.

Haveria de sobrar para 600 soldados (bem à portuguesa) a acusação pelo golpe , que haveriam de vir a ser julgados a bordo de 3 barcos de guerra ancorados em Leixões, que provocaria, devido à ondulação, o enjoo dos juízes, que frequentemente se levantavam dos julgamentos para ir vomitar à amurada.

As sentenças foram encaradas, como simples pretextos para futuros perdões e amnistias, Perante o tribunal um dos detidos o capitão Leitão declarou logo "conto não cumprir a pena a que me condenarem"(segundo Rui Ramos em D.Carlos pag.75).

Aparentemente porém as condenações não foram assim tão leves, numa primeira análise.

Seriam condenadas a penas entre 15 anos e 18 meses de prisão mais de duzentas pessoas.

A publicação de «A República Portugueza» foi suspensa, transformando este vibrante diário de combate numa das primeiras vítimas daquele dia 31 de Janeiro de 1891.

João Chagas foi deportado para África, mas que viria a fugir para o Brasil. Sampaio Bruno partiu para o exílio, mas 2 anos de pois já estava de volta a Portugal.